Marina e Roberto Almeida moram no bairro Padre Eustáquio com duas filhas — 9 e 14 anos. Renda combinada de cerca de R$ 6.800 líquidos. Até março de 2026, fechavam o mês no cheque especial. “Não era falta de trabalho”, diz Marina. “Era falta de mapa.”
Em abril sentaram à mesa com três meses de extrato e uma planilha que Henrique, nosso repórter, adaptou de modelo aberto. Regra: nada de app pago no primeiro mês — só papel, planilha gratuita e foto de recibo.
O que descobriram
Delivery aparecia como R$ 420/mês — quase o dobro do que estimavam. Assinatura de streaming somava quatro serviços; cortaram dois. Van escolar estava no cartão errado, misturada com supermercado.
Separaram gastos em quatro blocos: casa fixa (aluguel, luz, internet), comida, filhas, imprevistos. Reservaram R$ 200 para imprevisto real — antes tudo virava cartão.
“A parte difícil não foi cortar. Foi combinar quem anota o que.” — Roberto
O que não funcionou
Tentaram comprar só no atacado e perderam hortifrúti. Voltaram à feira de sábado. Meta de zero delivery falhou na primeira semana de prova — ajustaram para duas vezes por mês.
Em maio fecharam no azul pela primeira vez em um ano: sobraram R$ 87. Pequeno, mas simbólico.
Planilha para quem quiser repetir
Enviamos o modelo simplificado por e-mail a quem pedir em [email protected] (assunto “Planilha BH”). Não é consultoria — é o mesmo arquivo que os Almeida usaram, com instruções de uma página.
Atualizado em 11 de junho de 2026.